Ela achava, na verdade mais esperava do que achava, que com os 18 anos mudaria alguma coisa. E para dizer a verdade se houvesse alguma diferença, ela não conseguia sentir. Se sentia a mesma de ontem ou da semana passada.
Estava cansada de sempre fazer as mesmas coisas, de ser sempre prudente e não tinha sido um pouco mais de emoção na sua vida que ela tinha pedido mais cedo naquele mesmo dia na hora de apagar as velinhas do bolo que sua mãe fez? Pois eis a oportunidade surgindo. Ela queria começar seus 18 anos de uma forma diferente das outras vezes.
2012 estava cada vez mais perto. Um novo ano, uma nova vida. Uma vida onde ela seria alguém com mais atitude, assumiria mais sua vida. Era isso que ela queria. E faria.
“Acho engraçado quando algumas mulheres perguntam sobre um cara “ele tem carro?”. Elas preocupadas com o carro, e eu aqui torcendo pra ele ter no mínimo um coração.”
“Foram tantas expectativas criadas que não levaram a nada, falsos amores, falsas risadas, falsos respostas dizendo que estava apenas estou cansado, quando o que realmente tinha era um poço de tristeza em mim. Foram tantas coisas. Passou, hoje a dor se tornou minha própria anestesia, que com tanto tempo sentindo-a aprendi conviver com ela. E como sei que a dor não dura para sempre, espero a felicidade bater na porta e dizer - Posso entrar? - .”